Brasil, o país das canalhices e invencionices macabras

Crônicas de fim de semana

“O requinte dos canalhas é a negação de Deus”

Jonathas

Já faz tempo que o Brasil vive à busca de recuperar-se de um grande naufrágio.  Teve sequestrada sua probidade, honradez, inteireza moral, fé, honra e austeridade – e restou barato, para os marginais, o vilipêndio à Nação.

Por tabela nós, brasileiros, acabamos registrando, no cartório de nossa própria imaginação, a insensatez, banalizando a degradação dos costumes e nos acostumando ao que hoje vige, e é latente: a desonestidade, a desonra, a improbidade, o perjúrio, a trampolinice e a soberba canalhice dos poderosos de plantão.

        Tais valores, é bem verdade, muitos dos quais emergidos da latrina de nossa imaginação, hoje servem de dicionário de bolso para muita gente dita de bem. Falo “nós” porque estamos todos no mesmo barco, o da miséria moral.

Nunca, em tempo algum, roubou-se tanto e matou-se tantos, em decorrência disto. Um verdadeiro genocídio. Os cruéis canalhas, com suas digitais no poder, trivializaram o desrespeito ao erário e à vida, e sem qualquer dúvida são hoje a fonte primária, a origem, a gênese, da grande anarquia que se estabeleceu no País.

O tesouro nacional, saqueado diuturnamente de forma impudica e selvagem, faz-me lembrar dos corsários do mar, piratas sem Pátria e sem Deus, que saqueavam as riquezas pertencentes a outros povos…

 Como os corsários, os “negociantes” entenderam que os cofres públicos, o tesouro, e as estatais, não tinham “dono”, e por isso deles lançaram mão e os devastaram.

        Na verdade, emblematiza-se que os donos somos todos nós, brasileiros de bem, que pagamos impostos a duras penas e ainda sobrevivemos num estado de direito, sob o manto de uma Constituição Federal que, volta e meia, nas altas esferas, vai parar na lata do lixo.

        O que o Brasil assistiu, pelo “Leme dos Vermelhos”, foi o cofre da Nação ser arrombado, o barco naufragado e o comandante ser preso – mas solto num piscar de olhos pela suprema justiça.

Como porcos famintos em busca de colher e comer o milho que nunca plantaram, os “cumpanhêros” renderam-se à indignidade, chafurdaram e findaram destruindo o patrimônio dos Correios, da Petrobrás, do BNDES, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, das Caixas de Previdências, dos órgãos públicos e de outros, se mais houvera…

 É verdade que, ainda no início da farra, Joaquim Barbosa, então ministro do Supremo, insurgiu-se contra o mensalão e deu um tranco na canalhice que se estabelecia. Ato contínuo, o juiz Sergio Moro, antes que os “salafras” acordassem, com sua pena, sem pena, pôs no silêncio do cárcere milionários “de revista” e um ex-presidente da República. E, a reboque, o maior gangster brasileiro, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que hoje amarga derrotado, na prisão, a voracidade de seus atos.

 Enquanto isso, sob o “comando” conivente e a inércia dos governadores dos estados e prefeitos de municípios, o crime organizado avançou mais que o PIB da China.

       Com a instalação do caos, de pronto foi erigida uma pirâmide de discórdia e ratoeiras imensas, e surripiaram, nas bases da Pirâmide, (Os municípios), no médio corpo (os Estados) e, no ápice da figura, (A União).

Em outra vertente, debaixo da pirâmide de corrupção moral e do “toma lá-dá-cá” que ergueram, entregaram a rica cultura brasileira aos “intelectuais” de esquerda, transformando algumas universidades, sob o pano da “autonomia universitária” – em tugúrios de usuários de maconha, LSD, ectasy, cocaína, crack, pichações e atos obscenos, travestidos de “culturais”. Como nos bordéis “de quinta”, as “enfearam”  transformando-as em  verdadeiros laboratórios de sodomia, e o país virou um grande cabaré a céu aberto.

Poderia até espichar mais o tema, mas quero agora falar de Jesus de Cristo, o da “Porta da Frente”, o Mestre Supremo.

 É verdade, Jesus Cristo não me nomeou seu advogado, mas essa selvageria inventada pelo grupo “Porta dos Fundos” é uma excrescência, uma invencionice macabra, uma flagelação da imagem de Deus no contexto deste País, infectado de canalhas e constipado de valores imorais, impróprios e deletérios.

 Neste momento de angústia moral, relembro e requeiro a sabedoria de Rui Barbosa: “Por seis julgamentos passou Cristo, três nas mãos dos judeus, três nas mãos dos romanos – e em nenhum deles teve um juiz”.

 Esses julgamentos o levaram ao Gólgota, mas como ele era Deus – o Filho – renasceu, e já faz mais de 2.000 mil anos. Hoje, porém, outros Judas, os da modernidade, ainda pregam seu corpo nas cruzes de suas imorais imaginações e vilipendiam sua memória irretocável.

 Requeiro aqui, pois, porque me fiz advogado “ad hoc”, a aplicação da pena máxima aos seus carrascos detratores, pelo crime de difamação contra Cristo, ao tempo em que me visto de horror e trinco os dentes ante a essa blasfêmia atemporal (Cristo não está presente em matéria) para se defender…

       Recorro, por fim, ao juiz “supremo” Dias Tofolli, a reconsideração de sua decisão conflitante e desprovida de respeito à humanidade cristã.

        A espada de juiz, creio, ainda que em decisão desfavorável à parte, deve sempre esgrimir provida de entrega da plena justiça, do respeito necessário e do reluzente amor aos seus jurisdicionados.        

Que assim, seja!

Amém.