Foto © Antonio Cruz/ Agência Brasil

Fomos e estamos condenados à morte pelo presidente Jair Messias Bolsonaro!

Pela política nossa de cada dia!

Nós fomos e estamos condenados à morte por parte do governo federal, de modo específico pelo presidente Jair Messias Bolsonaro! Isto não é mera retórica: após mais de um ano de negacionismo, sabotagem, desinformação e recusa ao protagonismo por parte do presidente Jair Messias Bolsonaro, chegamos a um estágio de esgotamento da infraestrutura hospitalar, incluindo a possibilidade agora muito séria de falta de oxigênio líquido, como já aconteceu em Manaus, e de produtos para a intubação de pacientes, com filas muito longas de pessoas esperando pela liberação de uma vaga em UTI – isso sem contar-se a demora em reservar vacinas para a população, outro verdadeiro crime administrativo cometido pelo presidente, situação que fará com que a pandemia esteja aguda entre nós até o final de 2022 e eventualmente adentrando em 2023.

A partir de agora, leitor/a, se nós, nossos familiares e amigos, ou qualquer outro/a cidadão/ã que não conhecemos de modo mais direto, precisarmos de intubação, teremos de entrar na fila de espera – inclusive em hospitais privados, em geral com a capacidade de internação esgotada –, o que significa que teremos quarenta por cento de chance de morrer sem o atendimento necessitado (lembrando que, este ano, oitenta por cento dos pacientes intubados por COVID-19 morreram). Sim, fomos e estamos condenados à morte pelo presidente Jair Messias Bolsonaro: sua recusa de coordenar um trabalho federal incisivo, seu estímulo permanente ao desrespeito às medidas de isolamento social e de cuidado profilático (quase nunca usa máscara, por exemplo, e adora fazer aglomerações), seu sabotamento do trabalho de governadores e prefeitos (inclusive com atraso no repasse de recursos) e, finalmente, sua postura negacionista estúpida foram o estopim para o “liberou geral” que estamos vivendo e nos fizeram chegar a esse estado de caos sanitário e de saturação da capacidade hospitalar de atendimento dos pacientes.

Fomos e estamos condenados à morte pelo presidente Jair Messias Bolsonaro: não há mais previsibilidade e capacidade de atendimento hospitalar, tanto em hospitais públicos quanto em hospitais privados. A partir de agora, temos de simplesmente torcer para não pegar COVID-19 e, se pegarmos, teremos de torcer para que seja “uma gripezinha”, a fim de não necessitarmos de tratamento mais incisivo. A partir de agora, temos de torcer – e conviver com o medo permanente, com a angústia cotidiana – para que nossos familiares não fiquem doentes e, se ficarem, que seja algo leve, que não precise de internação. Em suma, fomos e estamos condenados à morte pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, que, ao construir intencionalmente esse caos e ao recusar voluntariamente a responsabilidade institucional, nos faz hoje dependermos da sorte, e não mais da ciência, da nossa resistência orgânica, e não mais do tratamento de saúde hospitalar. Quem de nós será o próximo a morrer?   

*Toda opinião expressa no texto é de responsabilidade do autor e não representa a opinião do jornal F1 Notícias


[1] https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56407803

Leno Francisco Danner

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