CRÔNICA DE FIM DE SEMANA – Jesus Cristo, o Senhor do Universo – Arimar Souza de Sá

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CRÔNICA DE FIM DE SEMANA

Jesus Cristo, o Senhor do Universo

– Arimar Souza de Sá

Para falar do filho de Deus é preciso antes de tudo benzer-se e aspergir no corpo a água benta.

Jonatas

Certa vez perguntaram-me: o que eu achava de Cristo?

Respondi: Cristo é o filho de Deus, o espírito de luz que veio à terra em forma de homem, para semear a palavra de Seu Pai.

    Na regressão histórica, há dois mil e dezenove anos o Messias andou por aqui. Sua passagem efêmera, creiam, foi tão marcante na História do mundo ocidental, que até hoje o norte dos homens ainda está ali, na manjedoura, onde Cristo nasceu. Ele viveu apenas 33 anos, mas foi tempo suficiente  para deixar um legado de pregação de amor e de verdades que vem varando  os séculos.

        “Deixai vir a mim as criancinhas, pois delas é o Reino dos Céus. Em verdade, em verdade, eu vos digo que aquele que não tiver a alma pura como a alma de uma criança, não entrará no reino dos céus.”, disse.

            A humanidade ganhou espaço de condor, e o celeste azul do céu abriu um portão imenso para a chegada de Cristo, o Redentor.

            Viera no berço da humildade, e na manjedoura cravou-se uma luz forte, vinda do universo, anunciando aos homens a chegada de Jesus, o Nazareno. Na seqüencia, foi saudado pelos três reis magos, que lhe trouxeram presentes – ouro, incenso e mirra.

          Herodes tentou matá-lo após a anunciação. Pilatos lavou as mãos e a turba o condenou. Levado ao Gólgota e pregado à cruz ele reverberou: “Perdoai-os Pai, pois eles não sabem o que fazem.”

            No calvário quando disse tenho sede (set, set), o soldado romano lhe servira fel. Mas, num instante, veio a tempestade, ventos, chuvas diluviais. De um lado o bom ladrão, do outro o mau ladrão. De repente, muito mais que de repente, uma lágrima rolou, e quando transitou pelo seu rosto lembrou-lhe dos apóstolos… sumiram todos, escafederam-se para se juntarem nos guetos, onde habitam os ratos e a covardia humana.

            E as lágrimas, que desciam céleres, trouxeram-lhe a lembrança do bom Simão Cirineu, inimigo religioso, mas que o ajudou a carregar a cruz. A humanidade é assim: por fora uma casca, e por dentro um coração, onde sedia muitas das vezes a piedade e o amor.

            As lágrimas chegaram aos templos do coração e eis que o seu olhar encontra Maria, sua mãe, e Madalena, a outra Maria.

            Ora, não há Deus sem o dulcíssimo olhar de uma mãe, cujo coração se contorcia de dores ao pé da cruzvendo o sofrimento do filho sem nada poder fazer, e nem um Deus sem o perdão.

            E o Cristo, ao terceiro dia, ressuscitou… o mundo romano ruiu e Paulo implantou o cristianismo. Em Roma, mataram os seguidores de Cristo, mas a fé sobreveio intacta, inexorável, atravessando os séculos.

            No piso histórico, outros Cristos foram mortos, porque em cada cristão existe um pedaço do filho de Deus “emblematizado” nos seus ensinamentos, dos quais o maior é também o mais simples: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”.

            Seja em Roma, com a empalação, ou nas cruzadas, por sobre as mazelas, com o Apóstolo Paulo implantou-se o cristianismo e manteve-se firme o escudo da fé e do amor em Cristo.

            A mais azeda e impiedosa critica ao cristianismo foi feita por Friedrich Nietzsche, na sua obra O Anticristo, onde afirma que o Evangelho morreu na cruz.

            A Bíblia, no entanto, não diz quem são os anticristos, mas o termo aparece nas cartas de João, para designar quem nega a santidade de Jesus.

            Já o padre excomungado Roberto Francisco Daniel, de 49 anos, afirma que “Jesus pode ter sido heterossexual, bissexual ou homossexual”, É um polemista arrogante, inconveniente, um sacripanta, que “não vale o que o gato enterra”.

            Seqüestrando todas as vilanias universais, o espaço de Deus é único, e caminha pelas nuvens e em nossos corações, em céus de brigadeiro.

            Singularíssima, a passagem de Cristo desmonta qualquer tentativa de ultraje à sua bendita imagem.

            Assim, e sempre, caem por terra todas as sanhas e maldades humanas. Coloniza–se os desafetos e os coloca no portal dos infernos e, na convocação dos anjos São Gabriel e outros, Jesus reina  imponente, majestoso, irradiando  flores por onde passa.

            É verdade que os horrores atuais, seja pela porta da frente ou “Porta dos Fundos”, robotizaram o conteúdo da vida divina para serem, a grande maioria, as bestas do Apocalipse. E é tempo, neste fim de ano, de a humanidade pedir sala à entrada de Deus, antes que novamente se ensaie as premissas para o fim do mundo.

            Convoquemos, então, a fé, e com ela a liturgia do amor de Cristo, que deixou sepultado, nos espaços do tempo, a arrogante Roma, os naufrágios da primeira e segunda guerra mundiais, o ciclo do materialismo histórico da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, para renascer com Papa João Paulo II, no desmonte histórico do comunismo.

            Enfim, não se pode riscar Deus de nossas vidas, e ponto final.

Os soviéticos, iconoclastas e materialistas, entenderam que haviam deletado Deus e criaram muros. Derrubado o muro símbolo do comunismo, o muro de Berlim, o Cristo efervescendo de suas entranhas germinou centenas de igrejas. Dir-se-ia: Germinaram as sementes do Deus vivo que está em nós.

            Que os que repudiam a Deus em suas vidas, nunca se esqueçam: A terra é divina e pertence ao Senhor do Universo.

            Feliz Ano Novo.

AMÉM!

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