MP pede prisão do suspeito de matar trabalhador da Energisa em Porto Velho

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O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) pediu, neste fim de semana, a prisão temporária do padeiro Evandilson Veloso de Oliveira, de 40 anos, suspeito de matar o eletricista Gerson Francisco Nunes enquanto ele trabalhava em Porto Velho, na última sexta-feira (31). A vítima prestava serviço terceirizado para a Energisa. O MP também requereu a busca e apreensão da arma de fogo usada no crime.

No documento, a promotora Andrea Waleska Nucini Bogo solicitou a prisão porque o advogado de Evandilson reconheceu, em entrevista, que seu cliente era autor do crime, além de existirem imagens de câmeras da rua mostrando que o crime foi cometido com “extrema violência”.

Além disso, a promotoria pontua a grande repercussão entre os funcionários da empresa onde a vítima trabalhava, gerando “temor e insegurança”, inclusive na população do estado.

O MP pediu a prisão justificando que há indícios suficientes de que Evandilson cometeu o crime por conta do relato de testemunha e imagens das câmeras da rua. Além disso, defendeu que caso o suspeito fuja, as investigações e possível punição ficarão prejudicadas.

O pedido de prisão temporária de Evandilson e busca e apreensão da arma deve ser analisado a qualquer momento pelo plantão judiciário do fim de semana.

Relembre o caso

O eletricista Gerson Francisco Nunes, de 46 anos, foi morto a tiros enquanto fazia a religação da energia em uma residência na rua Eurico Caruso, bairro Aponiã. De acordo com a Polícia Militar (PM), uma picape branca sem a placa da frente passou pela rua e o ocupante do veículo desceu e atirou pelo menos três vezes na vítima, que morreu ainda no local

Logo após o crime, equipes da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida foi até a rua e iniciou as investigações que culminaram na identificação do suspeito.

No sábado (1°), o padeiro se apresentou na delegacia acompanhado de um advogado, mas por estar fora de flagrante, foi liberado. A primeira versão do suspeito é que a motivação do crime foi a extorsão que sofria de funcionários da Energisa, informou a Polícia Civil.

Em nota divulgada no sábado, a Energisa informou estar apurando a afirmação do padeiro, assim como faz com “toda e qualquer denúncia de abusos cometidos por colaboradores próprios e terceirizados contra clientes e que não recebeu nenhum tipo de reclamação do cliente em questão”.

G1

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