Conheça a história do estudante de geologia que ganhou bolsa de estudo na Alemanha

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Para custear viagem, Felipe realizou uma vaquinha que arrecadou R$26 mil

O estudante Felipe Petillo, de 19 anos, é o retrato do brasileiro que persevera para conquistar aquilo que deseja. De família humilde, Felipe se formou no curso técnico de Geologia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), onde cursou todo o Ensino Médio integrado ao curso técnico. Bastante dedicado aos estudos, ele foi aprovado em primeiro lugar pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Universidade de São Paulo (USP), também para Geologia.

Decidido a tentar alcançar voos ainda maiores, se inscreveu no Studienkolleg Hamburgo, um dos programas de Geologia mais prestigiados do mundo, e foi aceito. A escolha pela instituição internacional também se deu por lá oferecer melhores condições para a sua área de estudo, a Geologia Planetária, e também por ter maiores incentivos para a ciência.

Porém, para tornar essa conquista possível, o estudante precisou recorrer à ajuda de amigos, conhecidos e até mesmo de anônimos. A vaquinha, intitulada “Ajude Felipe a estudar na Alemanha”, teve não só a meta batida, como arrecadou um valor acima do esperado. Em apenas quatro dias, a campanha superou os R$ 15 mil pretendidos, chegando à arrecadação de R$ 26 mil.

“Eu me senti, primeiro, surpreso porque não esperava de maneira alguma. Nem acreditava que estava tomando essa proporção. Mas, depois, meu sentimento foi de felicidade, né? Me senti reconhecido porque as pessoas se interessaram pelas coisas que faço e até pelas coisas que posto, por exemplo. Então, acho tudo isso muito gratificante”, conta agradecido.

As aulas estão programadas para começar no início de agosto e Felipe deve viajar no final de julho. Com a quantia da vaquinha, ele vai poder cobrir todos os gastos imediatos, como passagem e seguros, e poderá se manter por alguns meses, sem se preocupar.

“Basicamente, o dinheiro vai cobrir todos os custos da viagem sem onerar minha família e sem precisar, de imediato, buscar qualquer tipo de trabalho para me manter lá. Quando chegar lá, vou precisar solicitar a residência estudantil. Como eles são muito burocráticos, isso deve demorar até uns três meses e, nesse tempo, eu não posso nem trabalhar legalmente. Vou estar mais garantido por conta das doações”, explica o estudante.

Autodidata compartilhando conhecimentos

É possível não só acompanhar a trajetória de Felipe nas redes sociais, assim como aprender um pouco mais com ele. Há nove meses ele mantém no YouTube o canal Nori Fari, onde compartilha conteúdos “sobre línguas, dicas e vivências loucas da vida de um poliglota em eterna formação”.

O incrível de tudo isso é que ele aprendeu diferentes idiomas estudando sozinho, vendo vídeos na internet, assistindo séries e lendo livros. Antes de conseguir a fluência em alemão, uma das principais exigências para ser aceito no Studienkolleg Hamburgo, Felipe já falava inglês, espanhol, italiano e latim. A intenção agora é seguir compartilhando em seus perfis na internet novidades da viagem, dos estudos e dicas para quem também deseja estudar fora.

Só gratidão

Com o sucesso da campanha e, principalmente, o retorno das pessoas em forma de comentários e mensagens de identificação e torcida, Felipe tem vivido dias de muita gratidão.

“Eu queria que essas pessoas que me ajudaram tivessem dimensão, mesmo aquelas que doaram R$ 20 ou R$50 e falaram que era algo que fazia muita diferença pra elas, que essas doações farão muita, muita diferença na minha vida. Então, queria que essas pessoas tivessem dimensão de como me ajudaram”, conclui Felipe.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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