Acreditar e ousar esse é o segredo: Empreender em Porto Velho é um desafio.

Cotidiano

Os Jovens empresários Jorgesson Trevisan e Rodrigo Martins, sempre foram movidos à desafios. Jorgesson, desde cedo, atraía-se para o mundo do empreendedorismo, seu amigo Rodrigo, não muito diferente buscou sua independência financeira e, juntos apostaram em um sonho (ter seu negócio próprio). Em meio a pandemia, onde muitos apenas viam desesperança, angústia e medo, os dois enxergaram com ousadia, esperança e uma oportunidade para mudar suas vidas, de seus familiares e de quebra contribuir para a economia local.

“Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem.”. Peter Drucker 

O SURGIMENTO DE UM NEGÓCIO

Ao perceberem, no seu convívio, que muitos irmãos (Comunidade cristã) não tinham muitas opções de lazer, ou um lugar para reunirem com os amigos, partilhar a vida e quem sabe fazer uma reunião de oração. Ambos vislumbraram a necessidade de locais onde pudessem reunir a família em um fim de tarde para um passeio agradável, com preço acessível e um ambiente saudável, agradável. Jorgesson nos conta “…sempre fui empreendedor, a idéia desse negócio surgiu com a pandemia, o tereré não era tão forte assim, mas houve uma credibilidade para esse segmento no ano de 2020, quando iniciamos, mas o diferencial seria focar no público cristão, um nicho de pessoas sem muita opção de lazer, sem opção de um local que atendesse uma célula, uma boa e amigável conversa com amigos e família, que prestasse serviços e produtos com qualidade. Não deixamos de atender o público em geral, assim como a casa de Deus é para todos, nosso estabelecimento também é.” Dessa forma, continua “colocamos nossa fé e modo de vida em um empreendimento e nos surpreendemos com o resultado.

O que diz muito do DNA da empresa, visto que é uma extensão de nossas vidas.” Deste sentimento nasceu a Gálatas Tereré & Hamburgueria. O nome faz alusão a comunidade em que o Apostolo Paulo se dirige em umas de suas cartas na sagrada escritura. E de fato, surgiu uma comunidade (clientes e amigos), onde as pessoas compartilham o melhor da vida com um ótimo ambiente e bom atendimento. O ambiente além de encontrar com deliciosas torres de tereré de diversos sabores, também pode-se encontrar hambúrguer’s e petiscos variados, além de conversa boa, famílias reunidas e muita música gospel, ou seja, buscam oferecer as pessoas, ao público de Porto Velho uma ótima experiência gastronômica, produtos de qualidade e excelência no atendimento.

O DESAFIO

Os empresários do Gálatas Tereré & Hamburgueria relatam ainda que: “Atualmente, empreendemos em uma área em frente ao Skate Parque, onde antes era conhecida por matagais e escuridão, quiosques e quadras quebradas, abandonadas servindo de abrigo para dependentes químicos. Mesmo assim decidimos acreditar no potencial desta área, então montamos um empreendimento, a princípio humilde, mas graças a Deus, foi tomando forma e estrutura, investimos mais e crescemos, o que antes era apenas 2 colaboradores, hoje são 9 pessoas, compondo uma equipe pronta e qualificada para atender e servir o melhor do tereré e hamburgue da cidade. Sempre buscamos inovar, estar sempre a frente e oferecer a melhor experiência para os nossos clientes”.

Ocorre que essa história, assim como de tantos outros empreendedores que investiram e acreditaram no potencial do local e do Skate Parque e região (localizado na avenida Guaporé com avenida Cahula, bairro Cuniã) podem estar com seus dias contados ou sofrerem um grande revés, em função de uma intervenção, até onde se sabe conjunta da prefeitura e Governo do Estado que pretendem cercar todo Skate-Parque. A despeito dessa intervenção que pode inviabilizar o espaço dos empreendimentos nesta região, mais grave ainda é o não respeito com os atores locais que dão vida ao Skate Parque, sem considerar em nenhum momento a participação dos usuários e empreendedores da região.

Se por um lado o espaço hoje é agradável, um local familiar, em outro momento esse mesmo local já foi alvo de usuários de drogas e seus pedestres também sofriam assaltos. Conforme relatos, a intervenção dificultará o acesso dos clientes aos estabelecimentos dando possibilidade do aumento de usuários de drogas e assaltos naquela região. Hoje sendo um ambiente aberto o espaço não conta com um sistema de segurança e nem uma outra coisa neste sentido. Um dos empresários prejudicados com essa ação faz um desabafo dizendo: “Os poderes públicos municipal e estadual deixaram muito a desejar, sem levar em conta a relevância dos empresários na sociedade”.

OS CAMINHOS

É interessante perceber que o Skate Parque caracteriza-se como um espaço público, que conforme a visão mais moderna de urbanização, antes de ser um espaço destinado para o povo, deve ser um espaço construído com e pelo povo. Assim, é imprescindível aos gestores públicos darem voz e vez aos atores locais, nas formas de uso da praça e pista de caminhada em uma região de grande adensamento populacional.

E mais ainda, ouvir os protagonistas empreendedores de todos os níveis que historicamente lutam por viabilizar esse espaço. Tanto que a verba já destinada a intervenção de cercamento de todo o espaço já mencionado, poderia ser direcionada a outras melhorias no Parque, tais como: iluminação adequada, bosques, academias e áreas para práticas de esporte, ou até mesmo um modelo de projeto igual ao Espaço alternativo, com câmeras de policiamento. Fato é que muitos empresários se posicionam contra esse projeto, por entenderem que inviabilizam seus empreendimentos e aumenta o risco de não crescimento e, consequente desemprego a sua volta.

Como visto, muitos caminhos ou soluções podem ser pensadas a respeito. O diálogo e o respeito com a população é o que se espera. E aí fica o recado. Empreender sem sombra de dúvidas é um desafio para corajosos, principalmente quando quem deveria incentivar, pode inviabilizar o empreendedorismo local.

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