Universidade Federal do Ceará desenvolveu técnica para tratamento de queimaduras com pele de tilápia Foto: Viktor Braga/UFC

Universidade do Ceará disponibiliza pele de tilápia para tratar queimados no Líbano

Solidariedade

O Projeto Pele de Tilápia, da Universidade Federal do Ceará (UFC), anunciou nesta quarta-feira (6) que está em condições de enviar todo seu estoque de pele de tilápia para o Líbano. Os 40 mil centímetros quadrados do material podem ser utilizados no tratamento dos feridos com queimaduras por causa da explosão do porto de Beirute da última quarta.

O coordenador do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM), Odorico de Moraes, ligado ao projeto, afirmou que eles conseguem preparar até 2 mil peles em 48 horas. O projeto está coordenando os trâmites burocráticos junto a autoridades brasileiras e libanesas para o envio da doação.

De acordo com o médico e pesquisador do Projeto Pele de Tilápia, Edmar Maciel, a Universidade está de prontidão para enviar todo o estoque disponível. “Temos as peles, produzimos, estão esterilizadas e queremos doar”, reforçou. 

“Sem dúvida se trata de uma ação humanitária da UFC. É a universidade fazendo valer seus estudos para colocar à disposição da sociedade, transformando a pesquisa que é feita dentro da Universidade em bem social”, afirma o professor Odorico de Moraes.

Desde 2015, o tratamento de queimados com pele de tilápia vem sendo praticado no Ceará em pacientes do Instituto Dr. José Frota (IJF). Além de ser utilizada em queimaduras, a pele de tilápia, como biomaterial, tem aplicação em feridas, cirurgias ginecológicas e medicina regenerativa.

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